Formas plásticas geram economia em obras residenciais e industriais
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Formas plásticas geram economia em obras residenciais e industriais

Com o aquecimento do mercado da construção civil, que está exigindo obras cada vez mais rápidas e econômicas, o sistema construtivo de paredes de concreto moldada in loco passa a ser cada vez mais utilizado. Baseado na combinação de elementos modulares, que permitem a obtenção de painéis de qualquer tamanho, esse sistema resulta em economia e velocidade na obra. E pelo fato das formas plásticas, bastante utilizadas pelo sistema, serem versáteis, elas agregam na qualidade, velocidade e eficiência, tanto em obras residenciais quanto industriais.

 

De acordo com o engenheiro Danilo de Matos Lorenceto, diretor geral da Lorenceto Engenharia e coordenador de Infra-estrutura e Habitação da Construquali, empresa responsável pela construção de 2400 unidades habitacionais da Operação Reconstrução do Governo do Estado de Pernambuco, que visa atender as famílias que tiveram suas casas afetadas durante a enchente de junho de 2010, a escolha pelas formas plásticas para paredes de concreto se dá pelo fato do setor da construção civil ter evoluído nos últimos anos, criando a necessidade de industrializar seu processo construtivo. “Hoje, nós precisamos ter controle total da obra, desde o gasto com todos os insumos, logística e o gasto com mão de obra. Por isso, o sistema de formas plásticas para paredes de concreto é vantajoso, uma vez que permite o controle do uso de matéria-prima e não exige uma mão de obra totalmente especializada, mas de profissionais que sejam capazes de montar e desmontar a forma. Esse é o maior feeling do sistema”, afirma.

 

Ele ainda diz que o processo fica muito bem industrializado. “É um processo relativamente simples, desde que você tenha uma equipe técnica que acompanhe e fiscalize o andamento da obra”, comenta o engenheiro, que completa: “Quanto mais nós industrializarmos esse processo, mais fácil será o planejamento da obra e maior será o controle. Se, por acaso, ocorrer um erro, o engenheiro saberá exatamente onde ele está, pois tem o controle de todas as variáveis do processo, trazendo assim uma previsibilidade geral das situações”, diz Lorenceto.

 

O engenheiro afirma ainda que, entre todos os tipos de formas utilizadas neste sistema, as plásticas apresentam como vantagem seu custo menor. “Além disso, elas permitem uma possibilidade maior de modulação de projetos. Outra vantagem é que as formas da Metro Modular, utilizadas neste projeto, apresentam a opção de uma maior quantidade de travamentos, o que a diferencia das demais no mercado e faz com que ela tenha maior rigidez no painel, reduzindo possíveis problemas de alinhamentos e desaprumos. Por isso, o resultado é extremamente satisfatório”, afirma.

 

As formas plásticas também estão sendo utilizadas na construção de vigas da Estação de Tratamento “Água Limpa”, construída pelo consórcio entre as construtoras Isolux Corsan e Araguaia Engenharia Ltda. A estação com capacidade máxima de tratamento de 860 litros por segundo (porte médio), será gerenciada pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) e atenderá aos municípios de Campo Limpo Paulista e Várzea Paulista, no estado de São Paulo.

 

Segundo o engenheiro Bruno Legramandi, gestor de contratos da Araguaia Engenharia, as vigas deste tipo de obra possuem uma variedade de dimensões e as formas plásticas foram escolhidas pela sua versatilidade, que permite essa variedade de dimensões. “Nós damos a geometria da peça para a Metro Modular, empresa fornecedora das formas plásticas utilizadas na obra, e ela desenvolve a forma exatamente na dimensão solicitada. Isso elimina o uso de peças para complementar o módulo, caso da forma metálica, o que permite uma regularidade muito boa ao projeto. Além disso, as formas são muito leves o que facilita seu transporte e manuseio”, comenta Legramandi.

 

Ainda de acordo com Legramandi, a leveza das formas gera uma economia muito grande em mão-de-obra. “Por serem leves, eu não preciso de guindaste para movimentação das peças e a descarga também é muito fácil. Com duas ou três pessoas eu consigo retirar o painel, que já vem pré-montado, e transportá-lo ao local em que ele será montado. Isso é muito importante, considerando que o terreno da obra é irregular e esses painéis são utilizados a 6,5 metros de altura”, diz. Com relação ao preço, ele diz que as formas plásticas para a construção de vigas é o mesmo das demais formas existentes no mercado, mas pelo fato de gerar ganhos auxiliares elas se tornam mais vantajosas. Além disso, os gastos com a avaria das formas é menor com as plásticas.

 

Outro ponto positivo destacado é o fato da forma plástica da Metro Modular já vir com desmolde. “O desmoldante, geralmente aplicado nas formas de alumínio, geram um custo a mais. Além disso, com a forma plástica o concreto fica muito mais limpo. São pequenos detalhes que vão se somando e acabam fazendo toda a diferença”, diz.

 

Segundo Thiago Pereira, engenheiro de produção da obra, a economia no custo da obra civil com o uso de formas plásticas gira entre 15% a 20%, levando-se em conta todas as vantagens da forma. “É difícil comparar as formas plásticas com as de outro tipo, pois não há nenhuma outra com estas características, mas nós simulamos de quanto seria o gasto com outros tipos de forma e chegamos a este número. Para esta obra, a forma plástica caiu como uma luva”, afirma.

 

Além disso, a assistência técnica da Metro Modular, também foi decisiva para a escolha das formas plásticas. “O trabalho com esta forma começou na Estação de Tratamento de Esgoto de Rio Preto, que é duas vezes maior que essa, e a Metro Modular adaptou as formas para atenderem a exigência de esforço mecânico para a construção de vigas para uso industrial que é diferente do uso residencial, e acompanhou sua aplicação para a realização de ajustes necessários”, comenta Legramandi.