Imposto: Indústria de material de construção quer mais cortes
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Imposto: Indústria de material de construção quer mais cortes

A série de incentivos recebidos pela indústria de material de construção civil nos últimos 12 meses não foi considerada suficiente pelo setor, que pretende insistir em mais desonerações em 2013. O objetivo é garantir que o crescimento das vendas neste ano não repita o desempenho fraco do ano passado, quando registrou alta de apenas 1,4%. "Vamos reforçar a necessidade de continuar o processo de desoneração, incluindo agora os impostos estaduais", afirmou Walter Cover, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) em entrevista à revista Veja.

 

O principal alvo da indústria é o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), no qual a alíquota tem um peso de 18% para boa parte dos materiais de construção em São Paulo. "Com certeza há margem para desoneração", defendeu Cover.

 

O presidente da Abramat pede, ainda em relação ao ICMS, a redução do número de categorias de produtos dentro do processo de substituição tributária (mecanismo em que a indústria recolhe o imposto que é devido pelo restante da cadeia). Por fim, a entidade ainda reclama do nível de desvalorização do dólar em frente ao real. "O setor sofreu muito com o dólar desvalorizado, o que facilitou as importações no ano passado, principalmente de produtos vindos da China", disse Cover, acrescentando que a indústria de materiais tem apresentado déficit na balança comercial há três anos seguidos.

 

Apesar de exigir mais medidas, as perspectivas da Abramat apontam para uma recuperação do setor em 2013, já que a estimativa é de que a venda de materiais de construção cresça 4,5% neste ano, alta que será puxada pelas vendas da indústria aos varejistas, que devem crescer 7%. Vale lembra que as vendas ao varejo são responsáveis por metade do faturamento da indústria, seguida pelo segmento imobiliário (30%) e de infraestrutura (20%).